Numa escola da periferia de São Paulo, a coordenação e os professores preocupavam-se em motivar os alunos das classes da EJA a irem a escola as sextas-feiras, dia em que a frequência diminuía significativamente. Ao mesmo tempo, procuravam uma forma de fazer seus alunos sentirem-se importantes e mostram-se de forma positiva na escola. Tomada por estas questões a equipe da escola decidiu propor um projeto que se estendia na comunidade. Uma vez por mês sempre as sextas-feiras a escola abria para seus alunos e a comunidade. Em cada sala acontecia uma oficina na qual um aluno professor ou morador da região ensinava algo que sabia fazer bem. Os interessados se inscreviam previamente e podiam aprender um ofício, conhecer uma história, brincar com uma arte, jogar capoeira, etc...
A equipe se surpreendeu com os resultados. Em primeiro lugar, com a qualidade do envolvimento de todos os participantes alunos, professores e comunidade local, em segundo lugar, pela riqueza de saberes que aquela comunidade detinha e que puderam ser compartilhados, multiplicados.
Se, por um lado, a cultura local deve ter seu lugar de expressão garantido, é papel da escola trazer para seus alunos outras formas de agir e pensar:
Outras festas, outras histórias, outros modos de explicar o mundo. Mas, certamente, tendo vivido a experiência de reconhecer e valorizar sua própria cultura, a qualidade de sua relação com culturas diferentes será muito maior.